O debate sobre o fim da escala 6×1 já entrou no radar operacional das empresas. Embora nenhuma mudança legal tenha sido aprovada até o momento, o tema deixou de ser político e passou a impactar o planejamento de setores intensivos em mão de obra, como o de refeições coletivas.

A possível redução da jornada e a ampliação dos períodos de descanso tendem a exigir reorganização de turnos, redimensionamento de equipes e maior previsibilidade na gestão de escalas. Nesse cenário, a capacidade de adaptação vai ser fundamental. Modelos mais flexíveis de contratação, como o trabalho temporário, passam a cumprir um papel estratégico na cobertura de folgas, na manutenção da operação e na mitigação de riscos trabalhistas.

Trata-se de estruturar respostas rápidas a um ambiente regulatório em transformação, preservando eficiência operacional e a continuidade dos serviços.

O tema é complexo e por isso convidamos algumas lideranças para oferecer seu ponto de vista:

“A nosso ver, o assunto deveria ficar na discussão de convenções coletivas, para que cada sindicato possa negociar com seu setor as necessidades específicas”, Vander Morales, Presidente da FENASERHTT (Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado).

“A proposta de extinção da jornada 6×1, nos moldes atualmente discutidos, apresenta riscos relevantes à economia e ao mercado de trabalho. O segmento de refeições coletivas será um dos mais impactados, em razão de sua natureza operacional contínua e intensiva em mão de obra. Diante disso, a implementação imediata da medida não se mostra adequada ao atual contexto econômico e produtivo do país”, Eliezer Souza, diretor de RH da ABERC.

Com quase 30 anos de atuação nacional, a WE CAN BR acompanha de perto as transformações do mercado de trabalho e está preparada para apoiar o setor de refeições coletivas neste novo cenário, com agilidade na alocação de profissionais e segurança na gestão das operações.

O trabalho temporário permite que empresas reforcem suas equipes por períodos determinados, de forma regularizada e ágil, atendendo demandas operacionais sem a necessidade de ampliar permanentemente o quadro de funcionários. É uma alternativa econômica, utilizada para cobertura de férias, afastamentos, aumento de demanda e reorganização de escalas. Sua principal vantagem está na flexibilidade operacional, possibilitando adaptar equipes conforme a demanda e manter a continuidade dos serviços com mais eficiência.

 

Por Flávio Nascente dos Santos

Diretor executivo da WE CAN BR

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